Toda semana o InfoDengue — o sistema de alerta da Fiocruz e da FGV, feito junto com o Ministério da Saúde — calcula um nível de alerta para cada município do país. Esta página mostra o de Olinda, os casos que estão por trás dele e o que dá para fazer dentro de casa. Os números são de notificações ao SINAN, e as últimas semanas sempre chegam incompletas: por isso a estimativa corrigida aparece do lado do número notificado.
Quando o risco aperta
O calendário nacional da dengue fala em outubro a maio, que é o verão do Sudeste. Em Olinda a curva é outra, e a própria série do InfoDengue mostra isso: a chuva aqui cai de abril a julho, e é nesse período que os casos sobem. Em 2025 o município passou de março a agosto em alerta vermelho; em 2026 o pico veio no fim de maio e começo de junho, e o alerta baixou depois disso. Ou seja, o mês de vistoriar a casa é março, não outubro — e a hora de olhar de novo é toda semana enquanto durar a chuva.
Estes são casos notificados ao SINAN, não a conta de todo mundo que adoeceu. Muita gente não chega a procurar atendimento e, de quem procura, a notificação só entra no sistema semanas depois — é exatamente por isso que existe a estimativa e por isso que a última barra de qualquer gráfico de dengue nunca é o número real.
O nível de alerta é do InfoDengue — um nível calculado por um sistema de pesquisa da Fiocruz e da FGV. Não é decreto, não acrescenta nem revoga nada do que a Prefeitura ou a Secretaria Estadual de Saúde anunciar.
Esta página não é orientação médica e não tem como dizer se você está com dengue. Se estiver passando mal, só um serviço de saúde pode dizer.